Artistas › Roberto Menescal
Quase no fim da década de 1950, surgiu um dos estilos musicais mais admirados em todo o mundo: a bossa nova. E um dos responsáveis pela mistura das harmonias do jazz norte-americano com a cadência do samba brasileiro foi Roberto Menescal.
Nascido em Vitória, no Espiríto Santo, o instrumentista começou a carreira artística acompanhando cantoras consagradas, como Silvinha Telles, Maysa e Elis Regina. Em 1958, juntamente com Carlos Lyra, Tom Jobim e Ronaldo Bôscoli, entre outros, criou a bossa nova. Com o estrondoso sucesso do estilo, quatro anos depois, participou da lendária apresentação no Carniege Hall, em Nova York.
O compositor de clássicos como “O Barquinho”, “Rio”, “Telefone”, “Vagamente” e “Ah! Se Eu Pudesse” e “Você”, também gravou discos com Paul Winter, Toots Thielemans e Herbie Mann, além de produzir álbuns de Leila Pinheiro, Chico Buarque, Emílio Santiago, Fagner, Gal Costa e Nara Leão, entre outros. Atualmente, é proprietário da produtora e gravadora Albatroz e costuma se apresentar pelo mundo, expondo a magia da bossa nova. Para isso, conta com o auxílio do amplificador Roland AC-60. “Podem até falar que é pequeno, mas para a minha referência, esse equipamento reúne tudo de que preciso”, explica.
Por que escolheu o AC-60?
A Guta Menezes falou que tinha comprado um amplificador ideal para gaita. Ela me mostrou e, na hora, perguntei se dava para ligar uma guitarra. Assim que toquei, quis reservar um para mim. O AC-60 possui recursos que facilitam meus trabalhos. Primeiro, vem com um case prático, permitindo que eu o leve para qualquer lugar. Depois, possibilita que eu regule o meu som e envie para a casa de espetáculo. Para usá-lo como referência, costumo colocá-lo em um pedestal perto da minha orelha. Por isso, costumo brincar que queria um de cada lado, como se fosse um fone de ouvido.
Então você faz o seu som e manda pronto?
Sim. E essa é uma vantagem muito grande. Claro que o técnico pode equalizar alguma coisa, mas a essência do som permanece. Apesar de ter sido desenvolvido para instrumentos acústicos, o AC-60 funciona muito bem com guitarras. Para o meu uso, é o equipamento ideal.
Costuma utilizá-lo em shows?
Sim. Podem até falar que é pequeno, mas para a minha referência, esse equipamento reúne tudo de que preciso.
E em estúdio?
Não, porque gosto de gravar direto. Mas nunca experimentei. Prefiro assim a mandar com efeito.
Você teve outros produtos Roland, como o CUBE-30 e a ME-50.
Costuma utilizá-los?
Sim. Gosto do CUBE, mas a única razão para não utilizá-lo muito é que a saída de linha faz que eu perca o som de referência. Em relação à pedaleira, não costumo usar muitos efeitos. Mas ela fica na minha salinha, pronta para qualquer coisa. Quando preciso, só plugo a guitarra e faço o trabalho.
Antes desses três produtos, já tinha utilizado algum equipamento desenvolvido pela Roland?
Em minhas apresentações, sempre peço um jazz chorus. Apesar de ser muito pesado, costumo encontrá-lo em muitos lugares. Se alguém perguntar qual o amplificador da minha vida, eu respondo que é ele.







