ArtistasBreno Di Napoli

Breno_di_napoliBreno di Napoli iniciou a carreira como baixista de uma banda fusion e, em seguida, flertou com todos os gêneros musicais, de forró à música instrumental. A guinada na carreira veio como diretor musical e baixista do grupo KLB, com o qual trabalhou durante 6 anos. Simultaneamente, atuou ao lado de Fabio Jr., Beto Lee e Cláudia Albuquerque e Rita Lee. Desde 2006, está ao lado de Rita Lee. Participa ainda da banda autoral Mustangues, que tem Mario Veloso nos vocais. Em todos os trabalhos, sua marca registrada é o setup de pedais flexível que lhe permite abusar da criatividade.

Baixistas, em geral, ainda são contrários à utilização de efeitos, mas você vem utilizando um setup com vários pedais BOSS. Quando resolveu adicionar efeitos ao seu som?

Sempre gostei de baixistas que têm uma opinião contrária a essa, usando sons de baixo mais modernos (Bass Synth e MIDI Bass) ou não convencionais (chorus, oitavadores, wah etc). Sendo eles sintetizados, como os de teclados, ou com um simples chorus, usar esses recursos são uma ferramenta a mais. Não sou contrário ao som puro do instrumento - e por muitas vezes é assim que prefiro. Apenas acredito que, para uma ou outra música, seja possível acrescentar um diferente timbre, dando maior amplitude ao arranjo.

Que pedais você utiliza em seu setup?
Dentro do novo show de Rita Lee (Picnic) uso o seguinte setup: Bass Synthesizer SYB-5, Super Octave OC-3, Bass Chorus CEB-3 e Bass OverDrive ODB-3. Uso esses equipamentos em partes do show bem específicas. O pedal Overdrive em uma única música, que tem um apelo mais Punk. Combino-o com o Chorus na parte do solo do Roberto de Carvalho, para criar o que eu entendo como uma atmosfera mais “eletro”, já que a levada da música inspira esse tipo som. Costumo usar o Chorus nas músicas em que utilizo harmônicos, colando e tirando o efeito somente nessas horas específicas. Uso o Octave em “Vítima” ( trilha da novela A Próxima Vítima) para tentar aproximar o baixo dos timbres usados nos anos 80, um som mais plástico e que se assemelha a alguns timbres de baixo de teclado. Tenho ainda uma pequena parte de solo nesse show e, em vez de tentar fazer um solo mirabolante, preferi usar o timbre nada usual do Synthesizer.

Sobreviver no Brasil tocando contrabaixo é um feito para poucos. E você é um baixista de rock-and-roll bastante requisitado. Você tem alguma dica para nossos internautas?
Acredito que humildade e perseverança sejam as duas coisas boas para se cultivar em uma carreira profissional. Perseverança para não se deixar abalar. A busca da técnica, de um determinado tipo de timbre ou até mesmo da própria realização profissional, entre muitas outras coisas, requer continuar sempre em frente. Humildade para aprender a ouvir pessoas, sugestões e toques.

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