Artistas › Sérgio Rocha
Filho de um casal de músicos amadores, Milton Sérgio da Rocha Silva – conhecido apenas como Sérgio Rocha – sempre esteve envolvido com a arte sonora. Com apenas quatro anos, começou a ensaiar seus primeiro batuques em um quadro-negro. “Desenhava alguns círculos e tocava”, relembra. A percussão, porém, não perdurou por muito tempo. Dez anos depois, comprou uma guitarra Tonante e, desde então, não mais largou as seis cordas.
Atualmente, Sérgio Rocha integra a banda que acompanha a cantora Cláudia Leitte e é responsável pela produção e direção musical dos trabalhos que envolvem o nome da musa. “Não vejo tantas dificuldades em exercer essas três funções, já que muita gente me auxilia”, explica. Para comprovar sua teoria, o instrumentista ainda participa de outros dois projetos: Paçoca, grupo especializado em “música baiana”, e Manos Preto, trio com os irmãos Marcelo e Jair Rocha, baixista e baterista, respectivamente.
Recentemente, o guitarrista adicionou a pedaleira GT-10 ao seu setup. “Um amigo me emprestou para teste e não devolvi mais”, conta. E, para Sérgio Rocha, o grande destaque do equipamento é sua praticidade. O músico consegue acessar facilmente todos os recursos que utiliza. “É só plugar que ela está pronta para uso”, sentencia.
Por que escolheu a GT-10 para fazer parte de seu setup?
Sou muito chato na hora de escolher acessórios e, por isso, sempre procuro comprar aqueles que me “chocam”. No caso da GT-10, um amigo me emprestou para teste e não devolvi mais. O grande destaque desse equipamento é a praticidade, já que ele reúne e disponibiliza todos os recursos de que eu preciso de forma fácil e rápida. Com essa pedaleira, posso afirmar que o modelo da guitarra não faz diferença. Além disso, ela também é resistente e agüenta muito bem os trancos.
Mas a GT-10 modificou sua sonoridade?
Ainda não, pois estou descobrindo os inúmeros recursos presentes nesse equipamento. Faço isso com calma. Mas até o lançamento da próxima versão, garanto que estarei muito bom (risos).
E leu o manual?
Só recorro a ele quando não consigo mexer. Imagina eu pegar um produto desses e perder tempo lendo manual?
Você acredita que a GT-10 tem espaço fora do rock?
Claro, tanto que um dos públicos que mais compram pedais e pedaleira está na Bahia. Hoje em dia, o axé music consome muito. Mas não é o estilo que determina isso e sim o músico.
Quais são os timbres que você tem utilizado?
Não costumo utilizar muito chorus, só um crunch para riffs e distorção para solos. O resto é na mão, já que nosso show é muito corrido e não tem muito foco nos instrumentos. Mas a GT-10 é uma usina de som.
Seus companheiros de banda têm notado alguma diferença?
Com certeza. Agora, eles reclamam demais. Ficam pedindo para eu abaixar o volume (risos). Até Claudinha tem falado isso. Mas eu quero ouvir o brinquedo novo!
Em quem você se influenciou para fazer o seu timbre?
Ouvi muito o Birro, guitarrista do Araketu. Não por causa do timbre, mas pela concepção do arranjo. Acho um músico fantástico. Mas posso enumerar outros instrumentistas formidáveis, como John Scofield, George Benson e Norman Brown. Sou fã de gêneros africanos e jazz.








