ArtistasMarise Marra

Marise1O rock-and-roll sempre foi rotulado como um estilo musical exclusivamente masculino. No entanto, com o passar do tempo, as mulheres começaram a conquistar espaços importantes dentro desse universo. Atualmente, uma das que mais se destacam é a guitarrista Marise Marra.

Nascida em Uberlândia, cidade do interior mineiro, Marise cresceu ouvindo rock, blues e MPB. Com apenas 9 anos, ganhou um violão. Empolgada, começou a fazer pesquisas sobre música e se encantou pela cantora Rita Lee e, consequentemente, pelo grupo Tutti Frutti. “Meu primeiro solo foi de “Ovelha Negra””, conta. Pouco tempo depois, foi presenteada com uma guitarra e, assim, percebeu que gostaria de seguir carreira artística. “Estava contaminada”, revela.

Para atingir seu objetivo, Marise passou a frequentar cursos específicos de harmonia, técnica de improvisação e leitura. “Quis estudar sem enrolação e acredito ter feito a escolha certa”, analisa. Na mesma época, começou a compor. As músicas, porém, só vieram à tona na década de 1990, quando era integrante do ZAP, grupo que a projetou. “Durante essa época, troquei muitas experiências e informações com os diversos instrumentistas que passaram pela banda”, conta.

Depois de um tempo excursionando com grupos, Marise resolveu dedicar-se à carreira-solo. “As cobranças para que eu assumisse minha veia autoral surgiam de toda parte e, por isso, resolvi abraçar a ideia”, explica. Assim, lançou o disco Noite Proibida. Atualmente, a guitarrista está preparando seu segundo álbum, intitulado Arrebatador. Para isso, conta com o auxílio de dois produtos BOSS: a pedaleira GT-10 e o estúdio digital de gravação BR-1600CD.

Você está utilizando a pedaleira GT-10 e o estúdio digital de gravação BR-1600. Como esses equipamentos têm auxiliado seus projetos?
Toda a pré-produção de Arrebatador, meu próximo álbum, foi feita com o auxílio do BR-1600. Com esse equipamento, consegui criar e arranjar o disco inteiro. Para isso, em primeiro plano, selecionei algumas levadas que se encaixaram perfeitamente com as músicas. Após definir as ideias, registrei as guitarras, os violões, o baixo e a voz. Por último, inseri a bateria acústica utilizando oito canais simultâneos. Extraí os timbres e as simulações de amplificadores plugando os instrumentos e os microfones diretamente no estúdio digital de gravação. Não utilizei outros recursos externos. O resultado foi excepcional.

E a GT-10?
Foi amor à primeira vista. Ela apresenta tudo que eu preciso: versatilidade, praticidade e timbres fantásticos. Além das simulações de amplificadores, o que me chamou atenção foram as funções EZ Tone e Phrase Loop, que são muito bacanas para serem utilizadas em shows. Por isso, considero a GT-10 uma das minhas ferramentas essenciais, seja para gravações ou performances.

Você utilizou a pedaleira GT-3 por muito tempo. Quais são as principais características desse equipamento?
A GT-3 possuía timbres muito legais. Também curtia as simulações de amplificadores, pickups e distorções analógicas. Além disso, tinha muitos efeitos bacanas, como o AUTO RIFF. Quem ouvir a introdução de “Um Cometa pra Te Levar até Plutão”, música que faz parte do meu primeiro álbum-solo, Noite Proibida, reconhecerá um dos patches mais interessantes dessa pedaleira.

Antes da GT-3, você utilizou alguns pedais BOSS. Lembra quais eram?
Analog Delay, Super Feedbacker & Distortion DF-2, Super Overdrive SD-1, Compression Sustainer CS-3, Super Chorus CH-1, Digital Delay, Flanger e Power Suply PSM-5, este último para alimentá-los. Esses produtos foram esquecidos pelo roadie em uma calçada. Só quando cheguei ao local do show, percebi que faltava a maleta com os pedais.

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