ArtistasPepeu Gomes

Pepeu-gomes

Pepeu Gomes possui um talento indiscutível. Tanto que a revista americana Guitar World elegeu o artista brasileiro como um dos dez melhores guitarristas do mundo na categoria World Music. E essa aptidão com as cordas começou cedo. Com apenas 11 anos, formou uma banda chamado Los Gatos e, pouco depois, criou o grupo Os Minos.

Sua carreira musical disparou na década de 1970, quando, juntamente com Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Baby Consuelo, fundou os Novos Baianos. Após revolucionar a música brasileira, a banda terminou e Pepeu seguiu com trabalhos-solo, participando de festivais de jazz e gravando discos.

Atualmente, o guitarrista prossegue com a carreira-solo. E, para auxiliá-lo em seus trabalhos, conta com uma pedaleira GT-10. “É o melhor produto para realizar uma boa performance”, atesta.


Como conheceu a pedaleira GT-10?
Por meio de anúncios. Mas sempre acompanhei os produtos desenvolvidos pela BOSS. Além disso, o Ricardinho, que era meu guitarrista, usava uma GT-8 e falava muito bem. O problema é que ela não tinha o meu perfil, porque contava com (esperava) uns sons que eu tinha ouvido. Queria um equipamento com um pouco de diferença sonora. Foi quando conheci a GT-10.

Quais os recursos mais chamaram a sua atenção?
Tem o delay e o gate, que é impressionante. Costumo tocar muito alto e, às vezes, com duas ou três distorções ao mesmo tempo. E vem um barulho absurdo. Então, o noise supressor me surpreendeu muito. Acho que, de maneira geral, a GT-10 é o melhor produto para realizar uma boa performance. Principalmente, quando você tem pouco tempo para ajeitar as coisas, que é o que acontece comigo. (risos)

Você tocou 50 horas no carnaval de Salvador com a GT-10, certo?
Isso mesmo. E fora os ensaios. Foram duas semanas, com nove horas por dia.

Teve algum problema durante esse tempo?
Confesso que subi no trio elétrico com um pouco de medo, já que os geradores não são confiáveis. Mas resolvi arriscar. Em 2009, por exemplo, perdi vários pedais por conta das oscilações. Mas, neste ano, a GT-10 segurou. Isso foi fundamental, porque, no primeiro dia, perdi o medo. Todos os amigos músicos que eu encontrava pelo caminho falavam que o som estava bom.

Quais são os seus próximos projetos?
Estou completando 40 anos de carreira. Vou começar as comemorações em maio, com o lançamento de cinco boxes com meus 20 discos. Dentro do primeiro, entra um álbum inédito, com participações de Arnaldo Antunes, Nando Reis, Zélia Duncan e Leoni, entre outros. Também estou preparando um CD que, possivelmente, sairá em português, espanhol e inglês. O terceiro projeto é um trabalho envolvendo 10 convidados. Mas é surpresa. Além disso, farei apresentações na Suíça e na Alemanha. E também uma turnê pelo Brasill.

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