Instalações › Órgão RODGERS na igreja batista Itacuruçá-RJ
data da instalação:
Janeiro de 2006 (executada por Pakito, gerente de produtos da área de órgãos da Roland Brasil)
Organistas oficiais:
Tamara Ujakova
Sonorização:
Amplificador Rodgers S-800, conectado a 8 caixas de som (sistema principal)
Acessório especial
Módulo de som MX-200
A igreja Batista Itacuruçá – RJ utiliza um órgão Rodgers Trillium modelo 908, com três manuais. A igreja fica no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.
A Roland Brasil conversou com a organista principal Tamara Ujakova para saber um pouco mais sobre as atividades da Igreja e o envolvimento da comunidade com a música.
A igreja Itacuruçá completou 70 anos em 2006. Como você poderia resumir o trabalho da igreja neste tempo todo junto à comunidade Batista do bairro da Tijuca?
A Tijuca é um grande bairro situado na zona norte do Rio de Janeiro. Tem uma atividade comercial muito intensa e acolhe uma população de diferentes camadas sociais. Concentra também uma quantidade muito grande de igrejas evangélicas, dentre as quais se encontra a nossa igreja. Itacuruçá sempre teve uma atuação importante no bairro, realizando além dos cultos dominicais intensa atividade semanal. Foi sempre referência na área musical, possuindo um número expressivo de coros. É uma igreja que sabe da importância de louvar e adorar ao nosso Deus, e por sua proximidade com o Colégio Batista e também o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, tem abrigado uma grande quantidade de visitantes de todas partes do nosso país.
Há algum tipo de trabalho social sendo desenvolvido atualmente pela igreja?
Na história da igreja o trabalho social sempre foi relevante. Além da distribuição de cestas básicas para comunidades carentes do bairro, ministra vários tipos de cursos, visando a qualificação profissional destas pessoas, além de vários outras atividades. Também é atuante dentro dos eventos da Convenção Batista Carioca, como o dia das crianças na cidade batista, em Campo Grande.
Em sua igreja, qual a relação dos fiéis com a música?
A música sempre teve um papel importante durante os cultos de louvor e adoração a Deus e a nossa igreja sempre foi tida como “uma igreja que canta”, ou seja, uma “igreja musical”. O grande número de coros e instrumentistas atesta este fato, constituindo oportunidades para uma participação mais direta da membresia.
Conte um pouco de seu trabalho com música, tanto com piano quanto com órgão, falando um pouco de sua história profissional.
Comecei a estudar piano aos 7 anos de idade e logo meus pais perceberam a minha vocação para a música, estimulando-me e apoiando-me. Já aos 13 anos atuei com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Ingressei posteriormente na Escola de Música da UFRJ, onde fiz o curso técnico e posteriormente a graduação em piano. Nesta época já atuava na igreja como pianista. Na adolescência, fui indicada para atuar como organista e comecei, então, as minhas primeiras lições neste instrumento. Para o melhor aperfeiçoamento, ingressei no curso de bacharel em órgão também na Escola de Música da UFRJ, onde também conclui o curso de Mestrado em Piano. Ganhei vários concursos nacionais de piano em diversas cidades do Brasil e no exterior, fatos que consolidaram a minha carreira como concertista e camerista. Paralelamente às minhas atividades artísticas, lecionei no Seminário Teológico do Sul do Brasil, na Universidade Estácio de Sá e atualmente pertenço ao corpo docente da Escola de Música da UFRJ.
Quantos organistas oficiais a igreja possui hoje?
Não existe uma formalidade profissional quanto aos organistas que atuam na igreja. Somos todos membros e atuamos voluntariamente durante os cultos. Contamos também com a colaboração dos organistas Eugênio Gall, Sérgio Presgrave e Ana Rutter.
Quais os órgãos que vocês já tiveram em uso na igreja e qual foi o motivo que os levou a adquirir um novo órgão em 2005?
O que eu tive o privilégio de tocar e que permaneceu em atividade nos últimos 30 anos foi um órgão da marca Eminent. Quando percebemos que não estava respondendo mais adequadamente às nossas necessidades, resolvemos buscar uma nova alternativa.
Qual o motivo que os levou a escolher um console Rodgers?
Foi realizada uma ampla pesquisa na busca de um órgão que melhor se adequasse a realidade musical da nossa igreja, inclusive a sonoridade com a qual a membresia se identificava. Após testar vários modelos e marcas tivemos a felicidade de escolher um console Rodgers, que supriu todas as nossas expectativas.
No primeiro culto realizado com o novo órgão, qual foi a reação geral das pessoas que estavam presentes?
Já na assembleia geral na qual foi aprovada a compra do instrumento, quando foi apresentado o DVD de demonstração do console Rodgers, percebemos uma comoção muito grande entre os membros presentes. A aquisição deste instrumento coincidiu com o aniversário de 70 anos da igreja, transformando-se em um presente para todos. O culto de consagração deste instrumento foi um evento muito especial e toda a igreja estava em festa.
Em termos gerais, quais as vantagens que o novo órgão trouxe, não apenas para os organistas atuais da igreja Itacuruçá, mas para a comunidade como um todo?
A riqueza de timbres e recursos o distancia muito do órgão anterior, aumentando as possibilidades em termos de repertório, propiciando a execução de obras mais tradicionais assim como obras mais contemporâneas, passando a ser admirado também pelos membros mais jovens.
A Igreja tem vontade de abrir espaço para concertos de órgão no futuro?
Sim, planejamos futuramente realizar concertos de órgão, que acreditamos poder atrair os amantes deste instrumento de toda a cidade do Rio de Janeiro. De maneira geral, falando do órgão como instrumento, faltam iniciativas que possibilitem a redução do preconceito existente pelo instrumento, muitas vezes considerado anacrônico por aqueles que desconhecem suas possibilidades. O emprego de um repertório acessível para os ouvintes é um primeiro passo neste sentido.
Quais são os outros projetos musicais que a igreja está programando para futuro?
A igreja já promove alguns eventos marcantes na comunidade, como o Cantando o Natal e o Celebrando a Páscoa, que são atividades realizadas externamente, na praça onde a igreja está situada. Tais eventos atraem grande número de pessoas, e já fazem parte do calendário cultural do bairro. Eventualmente são desenvolvidas e apresentadas cantatas relacionadas a datas comemorativas específicas, nas quais a música está totalmente inserida, ou seja, sempre estão acontecendo fatos e projetos nos quais existe a inserção da música. O primeiro coro formado na igreja data de 1940, mas foi a partir da década de 1960 que os coros passaram a ter uma participação mais regular nos cultos, com a chegada de Arthur Lakschevitz, sendo que posteriormente sua filha, Elza Lakschevitz se consolidou como uma das mais importantes regentes brasileiras não só dos coros batistas, como também em coros seculares. Hoje a igreja conta com 9 coros atuantes, com um número expressivo de coristas das mais variadas faixas etárias.







