ArtistasJoel JR

Joel_juniorJoel JR começou a tocar bateria em 1985, diretamente em caráter profissional, ou seja, com 13 anos de idade já se apresentava em bares, shows e eventos, viajando pelos estados do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo. A estréia como músico foi em um evento, para cerca de 3 mil pessoas, em que percebeu que o “palco era um lugar especial e sagrado”. Integrou bandas de vários estilos, do rock à MPB, da salsa ao blues e, em 1990, abriu a escola Drum Time, em Curitiba, uma das primeiras do Brasil especializada em bateria e percussão. Após mais de 23 anos de carreira, com centenas de shows, gravações e mais de mil alunos, Joel JR, explora novos horizontes, muitos deles ligados à música eletrônica.

Por que escolheu o Roland HPD-15 para compor seu set?
A princípio pela imensa variedade de sonoridades. Mas depois descobri a plena funcionalidade dele. Vi pela primeira vez um HPD15 em uma revista americana e fiquei muito curioso. Acabei conhecendo o equipamento pessoalmente em uma loja de instrumentos. Foi amor à primeira vista ! (risos)

Como o utiliza?
Escolhi o HPD15, inicialmente, imaginando uma gama maior de sons para aplicar em meus trabalhos. Depois de pesquisar nele as sonoridades, posso dizer que, sem dúvida alguma, foi uma escolha certeira. Hoje realizo, com ele, trabalhos em shows com bandas de diversos estilos e formações, com corais em que os arranjos são muito variados em termos de sonoridades, em eventos empresariais e até mesmo orquestras, tanto ao vivo como em estúdio.

São poucos os percussionistas que trabalham tão bem com a HPD-15. Você desenvolveu alguma técnica diferente para explorar os recursos do equipamento?
Sim. No primeiro momento, fiquei me perguntando como obter uma levada de pandeiro que soasse de forma interessante, já que o formato do HPD-15, obviamente, não é igual ao de um pandeiro. Estudei formas de executar com as mãos no equipamento nas quais eu pudesse, além de tocar o pandeiro, usar palmas nos estilos partido-alto e samba de roda, executar o surdo, contra-surdo, tamborim e apito, tudo ao mesmo tempo. O mesmo vale para a percussão latina, para a qual adaptei uma forma de executar em que possa imitar o som de uns dois ou três percussionistas juntos. Mas posso dizer que, além de pesquisar e formatar uma técnica para o HPD-15, o estudo do instrumento original, acústico, é essencial! Para trabalhar com outros sons, mais voltados à música eletrônica, por exemplo, ouço muitos CDs, assisto a vídeos do estilo e vou montando os sons no HPD-15 e desenvolvendo habilidades com as mãos e dedos.

Quais os diferenciais que ele oferece que colaboram com seu trabalho?
Diversos! Versatilidade, possibilidades sonoras, economia de espaço, visual e qualidade de timbres. Em um primeiro momento, passei semanas com o HPD-15 em casa, somente estudando, como sempre faço com outros equipamentos que decido usar. Depois comecei a usá-lo em trabalhos com pequenas formações de banda e, aos poucos, fui introduzindo em todos os trabalhos de minha agenda. Na temporada de verão 2005/2006, fiz mais de 40 shows somente com ele. E recordo que várias pessoas se juntavam ao redor de mim, perto do palco, para ver de onde estavam saindo tantos sons diferentes, de bateria, percussão, efeitos etc. Lembro quando levei o HPD-15 pela primeira vez para meus trabalhos com orquestra e coro, em que existem regentes. Eles olharam, fizeram uma cara meio feia, mas, depois que ouviram os timbres fantásticos de tímpano, congas e os recursos todos, aprovaram imediatamente. Hoje tenho agenda com um ano de antecedência para trabalhar com eles. Seguramente, o HPD-15, aliado à técnica que desenvolvi para tocá-lo, me trouxe uma gama de trabalhos bastante razoável. Faço seguramente mais de 60 shows por ano somente com o HPD-15. Ele trabalha muito comigo!

Quais produtos V-Drums você utiliza em sua escola?
RMP-5, RMP-3, SPD-S e HPD-15 (para demonstração, pois são equipamentos mais avançados) e HD-1.

Por que optou por esses modelos?
Porque são ferramentas poderosas, nunca antes utilizadas em escolas. Escolhi por vontade e pesquisa próprias, depois de visitar o site Roland.

A utilização desses equipamentos facilita o trabalho na escola? De que modo os alunos usufruem dessas facilidades?
Os RMP são ferramentas poderosas para desenvolver meus estudos e os dos alunos. Ele ajuda na disciplina e na limpeza dos toques, rudimentos e dinâmica. Os alunos acabam conhecendo os modelos de RMP e descobrem o grande aliado que podem ter. Fomos, inclusive, os primeiros a fazer um concurso RMP, em que as melhores médias (scores) de um determinado exercício ganhavam prêmios. Ainda fazemos esse concurso várias vezes por ano, em locais diferentes. O modelo HD-1 é o xodó de todos. Simplesmente ganha a todos quando o conhecem. Além dos sons bacanas, o fato de se usar fones de ouvido e o pouquíssimo espaço que ocupa deixa alunos e pais maravilhados, pois não vão precisar “ouvir” os estudos de bateria do filho e nem tirar da sala os sofás, estantes e tudo mais para colocar uma bateria: ela cabe no quarto, entre a cama e o armário, por exemplo! Usamos esse modelo como um “workstation”, em que o aluno tem, sempre, 1 hora disponível para estudos na HD-1 da escola. E faz fila para tocar!

Quais as vantagens de utilizar uma SPD-S junto ao seu set acústico?
O SPD-S é um equipamento pelo qual posso me expressar em termos de criações sonoras. Nele, uso efeitos, monto loops e faço samplers que utilizo ao vivo, sempre com bandas. Muita gente o confunde com uma simples bateria eletrônica e, nesse caso, faço questão de explicar o que é um sampler. O SPD-S facilitou muito minha vida porque ele contém 9 pads e mais os triggers, que posso espalhar pelo kit. No momento, estou pesquisando sonoridades e loops para tocar efetivamente sozinho em algumas ocasiões. Os recursos real time dele são muitos e deixam os membros das bandas de “queixo caído” porque, em alguns casos, eu sozinho substituí o sequencer! Muitos me pedem para utilizar o SPD-S nos trabalhos porque imagina um som qualquer que, teoricamente, não existe. Vou e faço ou crio o som, sampleando de diversas fontes.

RolandBossCakewalkRodgersPrincipal