Artistas › Thais Andrade
Preconceito, menosprezo e desinteresse. Esses foram apenas alguns dos entraves enfrentados por acordeonistas durante o desenvolvimento do instrumento no País. As barreiras, porém, não foram suficientes para brecar o ímpeto de artistas como Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Luiz Gonzaga, Oswaldinho do Acordeon e Sivuca, entre outros. Por meio de técnicas afiadíssimas e interpretações magistrais, eles demonstraram a importância do acordeon não só para os estilos regionais, mas para o complexo cenário musical brasileiro.
Essa revolução não se restringiu apenas a busca do merecido espaço. As empresas de instrumentos musicais, por exemplo, passaram a investir nesse setor, criando modelos digitais com inúmeros recursos e possibilidades. Além disso, os novos talentos começaram a despontar. Entre os expoentes da atualidade estão os vencedores das duas primeiras etapas brasileiras do Festival Internacional Roland de Acordeon, Bruno Moritz Neto e Jackson Jofre Rodrigues.
Outro destaque é Thais Andrade. Integrante da Villa Country Band, ela começou a carreira musical ainda muito cedo. Com apenas 14 anos, era tecladista profissional, acompanhando artistas dos mais variados estilos. Tornou-se acordeonista após ganhar o instrumento de uma dupla sertaneja com a qual costumava trabalhar. “A partir daí, resolvi estudar e não parei mais”, conta.
E o aprendizado sempre acompanhou essa jovem talentosa. Entre os inúmeros compromissos profissionais, nunca deixou de frequentar cursos em instituições conceituadas, como o Conservatório Souza Lima, a Universidade Livre de Música e a Faculdade de Artes Alcântara Machado. Atualmente, além de se apresentar juntamente com banda em uma casa especializada em country, Thais continua acompanhando artistas e realizando workshops. Para ajudá-la em todas essas tarefas, ela conta com o auxílio do V-Accordion FR-1. “É a melhor opção para quem quer praticidade e qualidade”, observa.
Por que decidiu estudar acordeon?
Sempre fiz muitos trabalhos com bandas sertanejas e, nessas ocasiões, o timbre de teclado que eu mais usava era o de acordeon. Fazia o possível para me aproximar da sonoridade original e, até mesmo, do jeito de tocar. Uma dupla, que costumava me incentivar para que eu aprendesse a tocar acordeon, certo dia me presenteou com um modelo. A partir daí, resolvi estudar e não parei mais.
Existe preconceito contra o instrumento? Como quebrar essa barreira?
Sem dúvida. Muitos acreditam que é um instrumento ultrapassado, mas, na verdade, ele está se modernizando, mudando. Basta ver a linha V-Accordion. Quem tiver a oportunidade de conhecer os modelos Roland mudará de ideia.
E qual a sua opinião sobre a linha V-Accordion?
É a melhor opção para quem procura praticidade e qualidade. Não produz microfonia e não desafina. Também se destaca por ser mais leve que os tradicionais, além de ter regulagem de pressão do fole e diversas opções de timbres, tanto acústicos (bandoneon, musete etc) quanto orquestrais (órgão, flauta, sax, piano etc). Tudo isso sem perder o charme e o estilo de um modelo acústico.
Quais os benefícios que o V-Accordion FR-1 trouxe para o seu trabalho na Villa Country Band?
Posso usar vários timbres diferentes, mudando de um som acústico para um de sax por meio de um botão. Além disso, consigo ligar um transmissor e tocar em qualquer lugar do palco sem microfonia. E na hora de gravar, basta plugar o cabo e pronto. Para finalizar, saio dos shows sem dor na coluna. (risos)








