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RT-10S Trigger de caixa de bateria acústica

IggorQuando criança, a única preocupação de Igor Graziano Cavalera era o futebol. Com apenas sete anos, costumava freqüentar as dependências do estádio Palestra Itália para acompanhar as partidas da Sociedade Esportiva Palmeiras. Sua atenção, porém, ficava dividida entre o campo e a arquibancada. Tanto o lance executado pelo craque quanto o som originado pela bateria da torcida o deixavam extasiado. Costumava assistir os jogos próximo aos músicos, observando a maneira como executavam os instrumentos percussivos. Certo dia, surgiu a oportunidade de tocar caixa e, para o espanto de todos, “detonou”.

Vendo um futuro promissor, começou a ter aulas no Grupo AMA. A experiência, porém, durou pouco tempo. “Não queria ficar sentado aprendendo como segurar as baquetas”, explica. Resolveu, então, adotar um novo método: pegava os discos do pai e tentava acompanhar batucando no sofá. Foi aprimorando a técnica e, com isso, a vontade de montar uma banda aumentou. Em 1983, em parceria com o irmão Max Cavalera, surgiu o Sepultura.

Com rápida notoriedade, o grupo brasileiro passou a ser reconhecido e, acima de tudo, reverenciado internacionalmente. Venderam milhões de discos e viraram referência quando o assunto é metal. No entanto, em 2006, Iggor decidiu deixar a banda. Começou a participar do duo Mixhell – trabalho de música eletrônica - juntamente com sua esposa, Laima Leyton. No ano seguinte, também passou a integrar o Cavalera Conspiracy, ao lado do irmão, revivendo a fase que o consagrou. Nestes dois projetos, o músico pretende utilizar os produtos da linha V-Drums, principalmente o kit TD-12KV, para “dispensar um pouco mais a parte acústica e poder mudar o som, fazer coisas diferentes”.

Por que os bateristas brasileiros de heavy metal fazem sucesso no exterior?
Tentamos tocar do jeito tradicional, mas acaba saindo com um suingue diferente, influenciado por outros sons, como o africano. Acredito que esse seja o principal fator para explicar o interesse dos estrangeiros. A música chega a eles de outra forma, especialmente a parte percussiva do heavy metal.

Você sente necessidade de encontrar e incorporar outros sons à bateria, como ocorreu no disco Roots?
O tempo inteiro. Se não pesquiso, sinto como se estivesse morto. Faço isso desde a época do Sepultura. No Mixhell, por exemplo, busco batidas e sons inovadores. Acredito que esse seja o meu caminho, deixando a técnica de lado e procurando novos jeitos de tocar.

É muito bacana você fazer um trabalho de metal e outro eletrônico...
Infelizmente, nem todos acham legal. Acredito que as pessoas precisam abrir um pouco mais a mente para entender o que estou querendo passar com esses projetos. Se você fizer a mesma coisa sempre, fica estagnado. E isso não é bom.

Como conheceu os produtos da linha V-Drums?
Namorava esses equipamentos há muito tempo. Como sempre tive interesse em misturar o que toco com uma sonoridade mais eletrônica, acredito que a V-Drums possibilita a execução dessa tarefa de forma profissional. Além disso, pode-se afirmar que a Roland está cada vez mais à frente dos outros por sempre buscar alta qualidade de seus produtos, como, por exemplo, usá-los em qualquer situação com confiança, tanto em casa como em um show para 20 mil pessoas.

É possível utilizá-los até em um show de metal?
Tudo que faço tem que ser desafiador. Desta vez, quero levar esse lado para o heavy metal. A minha intenção é mostrar o que muitos estão perdendo por não utilizar esse tipo de instrumento. Não acredito que uma bateria totalmente acústica ou eletrônica seja legal. O ideal é a mistura dos dois.

Como utiliza o SPD-S?
Fiquei louco quando vi o SPD-S pela primeira vez. Com ele, tenho a possibilidade de samplear alguns sons e manejá-lo enquanto toco bateria. Para mim, isso é uma coisa genial. Meu plano é colocar desde timbres diferenciados e, até mesmo, a introdução do show. Quero comandar a apresentação dali. Então, acredito que esse equipamento será muito importante tanto para o Cavalera Conspiracy quanto para o Mixhell.

Iggo Cavalera usa

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